terça-feira, 23 de abril de 2013

Nêmias






Oh lânguida donzela!

Por que te afastas de mim quando a quero tanto?

O seu olhar é sempre tão sombrio e distante.

Pensar nele é morrer de desventura.

Não pensar é matar meus pensamentos.

Fico no triste silencio com minhas utopias e lembranças.

Aparece sempre nas noites tenebrosas como se estivesse perdida no acaso.

Pálida e majestosa, mas cheia de mágoa e de dor.

Ouço a sua voz mórbida cantar para mim as nêmias.

Depois desaparece...

Só restam as cinzas inclementes nessa noite erma

Se foi sem gemidos

E me deixaste aqui hipocondríaco.

Agora vai cantar nêmias em seu funeral.

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