Oh
lânguida donzela!
Por
que te afastas de mim quando a quero tanto?
O
seu olhar é sempre tão sombrio e distante.
Pensar
nele é morrer de desventura.
Não
pensar é matar meus pensamentos.
Fico
no triste silencio com minhas utopias e lembranças.
Aparece
sempre nas noites tenebrosas como se estivesse perdida no acaso.
Pálida
e majestosa, mas cheia de mágoa e de dor.
Ouço
a sua voz mórbida cantar para mim as nêmias.
Depois
desaparece...
Só
restam as cinzas inclementes nessa noite erma
Se
foi sem gemidos
E
me deixaste aqui hipocondríaco.
Agora
vai cantar nêmias em seu funeral.

Nenhum comentário:
Postar um comentário