sábado, 16 de março de 2013

SAUDADE






Cada vez que fico sem ti minha alma queima de saudades.

E meu desejo aumenta.

Não há um mundo lá fora, há apenas um coração ansioso para que dois corpos se encontrem.

Dentro da eternidade eu posso dizer que te amo.

E sentir teu cheiro cada vez mais forte.

Meus olhos só veem uma coisa: tua sublime presença me encantando.

Quando tu voltares vou poder sentir novamente meu coração palpitar e minha respiração ofegante.

Minha pele pulsando  pela tua pele.

E nossos lábios se encontrarão.



domingo, 3 de março de 2013

Loucura




Tu chegaste a minha morada sem bater na porta e entraste no meu quarto.
Como se fosse rainha, exalando poder.
Fazendo enorme algazarra e manifestando seu descontentamento.
Enricada pelo ódio e pela magoa.


Proferiu palavras mundanas em meu espaço.
Desrespeitou a mim e aos meus familiares.
Tomaste meu café e deleitas-te da minha presença.
E eu parecia assistir a tudo como um paspalho.


Tu deixaste o cheiro da tua loucura na minha cama.
Tu deixaste fios de teu cabelo em meu corpo.
Tu deixaste a mim, como um abandonado.

Poeta




No livre sentido das palavras encontramos a liberdade.
Não só o direito de falar, gritar, mas o direito de ser.
Ser poeta é possuir um jogo das emoções.

Os poemas são como filhos, carregados em nossa mente e motivos de orgulho.
Pequeninos e vão crescendo aos poucos e desvendamos quem são.
Desvendamos quem somos.

A arte que ensina e compreende os aspectos metafísicos.
Torna-se até uma distração para certos problemas.
Sentir o terreno e medir cada centímetro do seu espaço.

Disseminar o que escondes, palavras tão belas devem ser expostas.
Elas clamam pela porta, querem ser lidas, querem ser aplaudidas.
E ele, o poeta, quer ser o que?

É o poeta fingidorde Fernando Pessoa.
É o poeta amador, inventor.
É o poeta insano, mundano!