sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Whinehouse




Adoro quando tu me enganas depois me faz sorrir.

Fico enclausurado em sua adorável natureza de ir embora sempre que eu tento te encontrar.

Marcando encontros e desencontros.

Eu tento beijá-la, entretanto estás do outro lado da lareira.

E está tão frio aqui.

Não entendo por que não me quer por perto.

E incessantemente aspiro você quando estás distante.

Conto os dias pra que retornes para esta Ilha.

E poder contemplar a magnitude do seu sorriso.

Como podes preferir viver entre fidalgos e naquela cidade fria?

Sua maneira de me ignorar me irrita porem me iludo com seus beijos bêbados que sempre chegam ao final da noite batendo em minha porta e saindo antes do amanhecer como se nem tivesse estado comigo.

Tu foges dos meus olhares como o Diabo foge da cruz.

Mas corre pros meus beijos como o sedento corre pra água.

Apesar de tudo sinto no meu intimo que desdenhas do meu amor por sentir o mesmo tão forte quanto.

E escondes com a perfeição de uma princesa por temer apaixonar-se por um Homem como eu.

Enlouqueceria se aceitasse a abstração de me amar mesmo que em um segundo plano.

                                                                                                                 Maiara Astarte


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Amásia







Não sinto ânimo pra te dizer nada.


Não sinto ânimo pra dizer que estou com saudades de ti.


Não sinto ânimo pra dizer que quero te beijar loucamente ate arrancar todo teu folego.


Não sinto ânimo pra te dizer que passo o dia todo contando as horas pra te ver.


Simplesmente devo aparentar a mesma Amásia gélida e sem coração.


Para que o apego não seja tão forte e que quando chegar a hora do adeus já sentirei mais leveza pro meu desapego.


Pois saber que ficarei sem teus abraços é perfurar minha alma de fininho e ir me matando aos pouquinhos.


Como agulhas afiadas em cada órgão.


Só de pensar em não ouvir tua voz gritando meu nome..


Tua barba roçando meu corpo...


Tuas mãos acariciando minha pele...


Causa me uma enorme dor, não!


Alegria por me livrar de um ser como tu és, dissimulado e embusteiro.


Tristeza, por não ver teu sorriso.


Êxtase por saber que não compartilharei mais do mesmo ar que tu.


Preferia andar no mistério que me cercava até descobrir a real que vida que tu levas.


Vergonha de ter pernoitado a mesma cama que tal ser.


Enlevo por saber que estivemos em uma só carne


Queira ou não me chamar de impugnação 


Corto teus ensejos calando a tua boca matando –te de ódio. 

                                                                                                           Maiara Astarte



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Morfeu







Que sono é esse que me consome?


Avassalador, destruidor, imensurável!

Chega morosamente, vem aos poucos acometendo minha estrutura.
Anestesiando cada parte do meu corpo.

A invocação da alma é certo como se tivesse chamando ao longe do espaço para o paralelo.

Distúrbios que invadem a minha vida, entram e saem exalando infortúnios, deixando resquícios.

Sexomnia que envolve o psicológico arrancado um orgasmo ate no inconsciente.

Me vem uma outra parassonia louca que me tira da cama e leva a degustar os mais deliciosos incontroláveis desejos.

É uma ideia sufocante quando os pesadelos me interrompem a cena fazendo gritar, transbordar.

Entretanto a narcolepsia toma conta da minha vida me destrói com um sono eloquente

Falo e quando percebo caí em uma letargia infindável.


Será Morfeu querendo me levar?


                                                                                                Maiara Astarte

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Surreal


E se cada gota que caísse hoje dos céus fosse um sorriso dele.
Por mais distante que eu tivesse eu ainda assim sentiria tão perto
Quanto a primeira vez que se encostou em meu corpo

Caímos naquela imensidão de mar
Sem saber mais se era dia ou noite
Sem saber mais se estava certo ou errado
Sem saber mais se era amor ou paixão

Plano de destino solido desatino
Nunca se sabe o que está mesmo por trás da felicidade
E sempre se sabe o que há por trás da verdade

E qual realidade me retrata senão esta que vos falo.
Longe de quem quero estar
Reprimindo um milhão de desejos voltados pro mundo.
Desvanecida por concretos surreais
Mergulhada em um sorvedouro dissonante.

                                                                        Maiara Astarte

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Menina Oculta






Ela é tão linda e cheia de detalhes

Que eu me perderia em seu semblante

Quando movimenta seus cabelos

Causa impacto fulminante

Sempre tão distante e oculta

Ninguém sabe nada sobre ela

Ela apenas surge, encharcando meus olhos

Sinto uma negra dor toda vez que a vejo e não posso tocá-la

Surge uma neblina

E assim impossibilitando-me de vê-la

Esses serão os dias mais tenebrosos

Pois só ela deposita em mim energia necessária para abrir os olhos

E fugir do abismo que me cerca

Eu a quero tanto que nem mais durmo

Dedico todo tempo da minha vida para contemplá-la

Na esperança que um dia ela tire essa máscara e mostre todo seu segredo.




domingo, 12 de maio de 2013

Amanhã





 
Nesta noite senti o calor dos teus lábios me tocando
O enlace do teu corpo unindo nossos corações
De olhos fechados eu estava embalando minhas concepções
De olhos fechados eu estava sendo levada pela dança

Então é verdade que irás me esquecer como tantas outras?
Serei como folhas amarelas pelo tempo.
Colocada numa caixa com tantas outras recordações
Colocada numa caixa para ser aberta em um mundo preto e branco

Queira que sejam apenas pensamentos ruins
Pois em teus braços quero estar por mais tempo
Acordar pro embate de nossas matérias
Acordar pra vê teu sorriso olhando pra mim

Não desejo estar com outro semblante
Aproveitar a infinidade de sensações desse campo
Reinventar a minha fantasia
Reinventar a minha felicidade


MaiaraAstarte




quarta-feira, 1 de maio de 2013

Chaves








Infinitos detalhes perdidos em um só rosto
Seu olhar, sorriso transmitem alegria de um renascer
O movimento dos seus cabelos causa um abalroamento
Seu andar é notável a léguas de distância, leve e agradável.

Incomparável presença de uma mulher marcante
Me desespero a chorar quando lembro que não a terei mais por perto
Caminhos trilhados por um destino indefinido
Lembranças substituem esse ensejo
Entretanto não substitui a dor que sinto.

Ela é munificiente dentro do seu universo particular
Um milhão de palavras em uma frase
Um milhão de sentimentos dentro de um coração
Um milhão de pensamentos dentro de uma cabeça.

Saudades irei sentir.
E meios informativos não podem me abraçar nem estar comigo
Porem anestesiam o meu instante.
E me deixam um pouco mais perto de uma amiga que entrou no meu mundo.



sábado, 27 de abril de 2013

Sexta- Feira







Que de um inopino encontro descobri a tua face me acarando.
Entre multidões conseguir sentir tua alma ao longe
O zéfiro que nos cercava era absurdo pra uma tarde de verão
Entretanto todas as peças estavam devidamente posicionadas

Olhos bonitos escondidos em dispositivos ópticos
Essência singela, porem atilada
Abraço caloroso, porem distante
Beijo irascível, porem diligente

Algumas palavras proferidas, leves trocadilhos
Todavia o senhor do tempo exceptuava algo a mim
Minutos curtos, mas intensos
Simpatia dissipada, sorridos marcantes

Assim deu se a minha sexta - feira
Ultima semana de verão com uma borrasca
Peripécias da minha cidade natal.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Desejo






Deixaste-me sem ao menos um adeus

Eu pude perceber que esse era

Um amor superno

Tudo vem depois

Todos meus desejos perdidos

Eu sou uma contradição

Por amar e te odiar ao mesmo tempo

Apenas o luar me ilumina hoje

Expondo toda minha dor

E fazendo me lembrar de seu olhar lascivo

Minha alma ficou tão mórbida

Que não aguenta mais ilusões

Apenas choro pelos corações desfragmentados

Que jorram sangue constantemente ate o fim dos tempos.



 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nêmias






Oh lânguida donzela!

Por que te afastas de mim quando a quero tanto?

O seu olhar é sempre tão sombrio e distante.

Pensar nele é morrer de desventura.

Não pensar é matar meus pensamentos.

Fico no triste silencio com minhas utopias e lembranças.

Aparece sempre nas noites tenebrosas como se estivesse perdida no acaso.

Pálida e majestosa, mas cheia de mágoa e de dor.

Ouço a sua voz mórbida cantar para mim as nêmias.

Depois desaparece...

Só restam as cinzas inclementes nessa noite erma

Se foi sem gemidos

E me deixaste aqui hipocondríaco.

Agora vai cantar nêmias em seu funeral.

sábado, 16 de março de 2013

SAUDADE






Cada vez que fico sem ti minha alma queima de saudades.

E meu desejo aumenta.

Não há um mundo lá fora, há apenas um coração ansioso para que dois corpos se encontrem.

Dentro da eternidade eu posso dizer que te amo.

E sentir teu cheiro cada vez mais forte.

Meus olhos só veem uma coisa: tua sublime presença me encantando.

Quando tu voltares vou poder sentir novamente meu coração palpitar e minha respiração ofegante.

Minha pele pulsando  pela tua pele.

E nossos lábios se encontrarão.



domingo, 3 de março de 2013

Loucura




Tu chegaste a minha morada sem bater na porta e entraste no meu quarto.
Como se fosse rainha, exalando poder.
Fazendo enorme algazarra e manifestando seu descontentamento.
Enricada pelo ódio e pela magoa.


Proferiu palavras mundanas em meu espaço.
Desrespeitou a mim e aos meus familiares.
Tomaste meu café e deleitas-te da minha presença.
E eu parecia assistir a tudo como um paspalho.


Tu deixaste o cheiro da tua loucura na minha cama.
Tu deixaste fios de teu cabelo em meu corpo.
Tu deixaste a mim, como um abandonado.

Poeta




No livre sentido das palavras encontramos a liberdade.
Não só o direito de falar, gritar, mas o direito de ser.
Ser poeta é possuir um jogo das emoções.

Os poemas são como filhos, carregados em nossa mente e motivos de orgulho.
Pequeninos e vão crescendo aos poucos e desvendamos quem são.
Desvendamos quem somos.

A arte que ensina e compreende os aspectos metafísicos.
Torna-se até uma distração para certos problemas.
Sentir o terreno e medir cada centímetro do seu espaço.

Disseminar o que escondes, palavras tão belas devem ser expostas.
Elas clamam pela porta, querem ser lidas, querem ser aplaudidas.
E ele, o poeta, quer ser o que?

É o poeta fingidorde Fernando Pessoa.
É o poeta amador, inventor.
É o poeta insano, mundano!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um Brinde!








Nasceu e ao mundo veio um ser tão benevolente.
Se fosse uma planta seria a germinação da semente.
De um semblante tão expressivo quanto Bilbo.
E uma áurea tão ímpia será que é um mito?



O fato de acreditar em ti me torna uma simples mortal.
Mas como fingir que não ouço tuas palavras de forma acidental?
É uma longa caminhada até tua casa.
Ainda me trouxe aqui, eu merecia até asas.



Agora esteja disposto a ver todo o universo.
E ser abraçado por ele, num impacto adverso.
Eloquente olhar será que sabes mesmo amar?
Está cedo para perguntas te tomar!



Te encontrarei hoje e beberei da tua bebida.
Desfrutarei da tua presença provavelmente coma até tua comida.
Sempre um prazer enorme este reencontro.
Parabéns a tal progenitora que foi capaz de tirar de dentro.