sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Whinehouse




Adoro quando tu me enganas depois me faz sorrir.

Fico enclausurado em sua adorável natureza de ir embora sempre que eu tento te encontrar.

Marcando encontros e desencontros.

Eu tento beijá-la, entretanto estás do outro lado da lareira.

E está tão frio aqui.

Não entendo por que não me quer por perto.

E incessantemente aspiro você quando estás distante.

Conto os dias pra que retornes para esta Ilha.

E poder contemplar a magnitude do seu sorriso.

Como podes preferir viver entre fidalgos e naquela cidade fria?

Sua maneira de me ignorar me irrita porem me iludo com seus beijos bêbados que sempre chegam ao final da noite batendo em minha porta e saindo antes do amanhecer como se nem tivesse estado comigo.

Tu foges dos meus olhares como o Diabo foge da cruz.

Mas corre pros meus beijos como o sedento corre pra água.

Apesar de tudo sinto no meu intimo que desdenhas do meu amor por sentir o mesmo tão forte quanto.

E escondes com a perfeição de uma princesa por temer apaixonar-se por um Homem como eu.

Enlouqueceria se aceitasse a abstração de me amar mesmo que em um segundo plano.

                                                                                                                 Maiara Astarte