sábado, 27 de abril de 2013

Sexta- Feira







Que de um inopino encontro descobri a tua face me acarando.
Entre multidões conseguir sentir tua alma ao longe
O zéfiro que nos cercava era absurdo pra uma tarde de verão
Entretanto todas as peças estavam devidamente posicionadas

Olhos bonitos escondidos em dispositivos ópticos
Essência singela, porem atilada
Abraço caloroso, porem distante
Beijo irascível, porem diligente

Algumas palavras proferidas, leves trocadilhos
Todavia o senhor do tempo exceptuava algo a mim
Minutos curtos, mas intensos
Simpatia dissipada, sorridos marcantes

Assim deu se a minha sexta - feira
Ultima semana de verão com uma borrasca
Peripécias da minha cidade natal.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Desejo






Deixaste-me sem ao menos um adeus

Eu pude perceber que esse era

Um amor superno

Tudo vem depois

Todos meus desejos perdidos

Eu sou uma contradição

Por amar e te odiar ao mesmo tempo

Apenas o luar me ilumina hoje

Expondo toda minha dor

E fazendo me lembrar de seu olhar lascivo

Minha alma ficou tão mórbida

Que não aguenta mais ilusões

Apenas choro pelos corações desfragmentados

Que jorram sangue constantemente ate o fim dos tempos.



 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nêmias






Oh lânguida donzela!

Por que te afastas de mim quando a quero tanto?

O seu olhar é sempre tão sombrio e distante.

Pensar nele é morrer de desventura.

Não pensar é matar meus pensamentos.

Fico no triste silencio com minhas utopias e lembranças.

Aparece sempre nas noites tenebrosas como se estivesse perdida no acaso.

Pálida e majestosa, mas cheia de mágoa e de dor.

Ouço a sua voz mórbida cantar para mim as nêmias.

Depois desaparece...

Só restam as cinzas inclementes nessa noite erma

Se foi sem gemidos

E me deixaste aqui hipocondríaco.

Agora vai cantar nêmias em seu funeral.